Por Felipe Virolli

Como já pudemos observar no capítulo anterior, em agosto de 1950 já estavam definidos que os representantes brasileiros seriam os campeões estaduais de Rio de Janeiro e São Paulo. E ambos os campeonatos estaduais não haviam sequer começado, portanto não houve convite a Vasco da Gama e Palmeiras. As vagas no torneio seriam destinadas aos campeões desses estados, e obviamente poderiam ser outros clubes.

Inclusive, o Palmeiras, que se sagraria campeão mundial, garantiu sua vaga ao faturar o título estadual de 1950 em janeiro de 1951, diante do São Paulo num famoso confronto que ficou conhecido como “O Jogo da Lama”, disputado no Pacaembu.

Outras federações estaduais – especialmente de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul – esboçaram pressionar a CBD para pleitear a chance de disputar essas vagas destinadas aos clubes brasileiros, mas não obtiveram sucesso.

Embora o Brasil ainda não tivesse um Campeonato Nacional de Clubes, existia o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, no qual Rio de Janeiro e São Paulo eram campeão e vice, respectivamente. Sem contar o prestígio – algo subjetivo, mas que também foi levado em consideração – que o futebol desses dois estados gozava na época.

Por conta de tudo isso o plano original foi mantido, e os campeões de Rio de Janeiro e São Paulo foram os representantes brasileiros no torneio de nível mundial.

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